Follow-up: falando com os jornalistas das redações

 

O trabalho da Assessoria de Imprensa envolve alguns pontos de suma importância para o bom funcionamento e alcance de resultados: press release, mailings atualizados, sugestões de pautas simples ou mais elaboradas e por último, mas não menos importante, um bom relacionamento com o jornalista durante os follow-ups.

Ao pé da letra, o termo que vem do inglês significa “fazer o acompanhamento”, e pode ser utilizado também na área comercial de determinada empresa, para aproximação dos leads. Mas, para o acompanhamento com a mídia, os objetivos são outros.

O follow-up pode ser realizado antes ou depois do envio de uma sugestão de pauta. Geralmente, quando o assessor opta por falar com o jornalista antes de formalizar o envio por e-mail, o intuito pode ser gerar uma curiosidade maior sobre o tema ou apresentar determinada fonte para uma matéria exclusiva, pensada especialmente para aquele veículo de comunicação. Com os releases, esse acompanhamento pode ser realizado após o envio por e-mail, para explicar melhor a temática central do texto.

O trabalho da Assessoria de Imprensa está conectado diretamente com as redações. Algumas estratégias são estabelecidas por cada profissional, que definem suas próprias táticas para colher resultados. Entretanto, existem pontos que valem a pena ser ressaltados para não prejudicar o follow-up. Confira abaixo alguns deles.

Trate o jornalista como gostaria de ser tratado

O envio de sugestões de pauta é uma via de mão dupla para o jornalista da redação e o assessor de imprensa, mas fique atento para não fazer com que o jornalista se sinta obrigado a te ouvir. Se coloque no lugar daquele que atendeu o telefone e tirou uns minutos de seu dia para lhe ouvir. Como você se portaria no lugar dele? O que você gostaria de escutar nessa ligação?

A vida nas redações é muito corrida, pergunte ao jornalista se ele tem alguns minutos para te escutar. Não seja grosso na explicação da pauta e agradeça pela atenção dele. Caso o jornalista deixe claro que não pode falar naquele momento em específico, tente falar com ele mais tarde ou por algum outro meio que facilite a vida de ambos, como o próprio e-mail.

Tenha bom senso

Se o jornalista diz que a pauta não se encaixa em sua editoria, não se exalte e discuta com ele até fazê-lo mudar de ideia. Na verdade, extrapolar os limites só faz com que o jornalista e assessor percam tempo e abalem o relacionamento.

Ter bom senso é fundamental para a boa comunicação, seja durante o follow-up ou não. Escute o que o outro lado tem para te falar. Se a pauta não tem aderência ao veículo, não force a barra e estrague a relação com um profissional.

Tome cuidado ao ligar no celular do jornalista

Quando uma pessoa te liga diversas vezes seguidas no celular, você fica preocupado, né? Se você não tem o número dessa pessoa salvo, pode achar que é algo muito sério ou algo muito incômodo. Tome cuidado quando ligar para o jornalista em seu número pessoal. Existem diversas razões pelas quais ele não te atende naquele horário, deixar seu número registrado nas chamadas perdidas dele fará com que ele se preocupe ou te ignore.

O número da redação sempre é a melhor opção. Tente falar com a secretária ou direto no ramal do jornalista. Se ele não atender, não insista inúmeras vezes no celular.

Horários adequados

Determinados períodos do dia não geram nenhum retorno para o assessor. Por exemplo, se o jornalista chega na redação às 11h, de nada adianta tentar falar com ele antes desse horário. Conheça a redação e o profissional que você deseja falar. Claro, nos primeiros follow-ups isso será um pouco mais complicado de saber, mas é importante ir sentindo a rotina dos profissionais.

O horário do almoço, entre 12h e 14h, também é um intervalo de tempo difícil para conseguir contato com as redações. Alguns repórteres ainda saem para resolver outras questões; nestes casos mais atípicos, não se desespere – tente contato com ele em outro período do dia.

Além disso tudo, o pior momento para tentar falar com um jornalista é no horário do fechamento. Se ligar na redação e ninguém atender durante esse período, não tente acionar o jornalista por seu número pessoal ou redes sociais. A ausência dele pode representar uma correria rotineira e estressante que só irá piorar se tiver alguém tentando contato repetidamente naquele mesmo horário.

Sabendo disso, não insista. Tente falar com o jornalista em momentos do dia que são relativamente mais tranquilos para ele.

Mas, a assessoria de imprensa não pode jogar todo seu esforço para o alto

Nenhum desses pontos são motivos para desistir na metade do caminho e deixar a pauta de lado. Se o jornalista não atender durante um bom tempo, tente por outros caminhos. Às vezes o próprio e-mail é uma boa alternativa para fortalecer esse contato. Acione-o através do endereço eletrônico caso as tentativas por telefone sejam frustradas.

Se a pauta não for boa o suficiente para determinado veículo, tente em outro, que condiz mais com o assunto. Sugestões exclusivas são sempre as melhores. Pense nas pautas de acordo com o veículo que você irá realizar o follow-up, mas, caso o jornalista dê o retorno que não tem aderência, pense em outra sugestão para ele.

A construção de um bom relacionamento entre os profissionais é o que impulsiona o trabalho e a garantia de resultados. Seja educado com quem te escuta e tente compreendê-lo o máximo possível.

 

Bianca Bispo é Assessora de Imprensa na IDEIACOMM

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