A relevância é o caminho para a inovação nas Relações Públicas

A relevância é o caminho para a inovação nas Relações Públicas

Você sabia que o volume de dados que a sociedade produziu já entre 2013 e 2015 é maior do que o de toda a história da humanidade e que, ano após ano, esse número cresce exponencialmente? Estamos rodeados de informação por todos os lados e, diante deste cenário, um dos principais desafios para as marcas consiste em chegar até seu público, ganhar destaque e não permitir que sua mensagem se perca neste oceano digital.

Tal contexto é ainda mais desafiante quando pensamos na disparidade de forças entre as empresas e suas respectivas capacidades de investimento em mídia paga – um dos principais caminhos utilizados no marketing como um esforço que visa, justamente, encurtar as distâncias entre leads e marcas/produtos e sobressair campanhas em meio a sobrecarga informacional da internet.

Não por acaso, os investimentos em publicidade digital cresceram 25% no primeiro semestre do ano passado segundo o IBOPE e, de acordo com dados da Socialbakers, o orçamento das empresas para anúncios no Facebook e no Instagram se expandiu em 60% no comparativo entre 2021 e 2020.

Mas, como observado acima, a lógica desse direcionamento de recursos não é proporcional no mercado, visto que, naturalmente, grandes companhias têm maior potencial de investimentos do que pequenas e médias empresas ou startups que estão buscando seu espaço no competitivo ambiente de negócios digitais do país. Nesse sentido, que outras vias podem ser seguidas quando pensamos em diferenciação no marketing e em estratégias de comunicação? 

A relevância como estratégia

É sobretudo dentro dessa busca por diferenciação e de espaços no contexto digital que, continuamente, as assessorias de imprensa e agências de relações públicas podem provar e gerar valor para as marcas.

Por meio da construção de um relacionamento sólido com veículos midiáticos de respaldo, empresas de todos os portes podem ganhar destaque no mercado a partir de diferentes ações – do compartilhamento de pautas que interessam à imprensa (dados de crescimento de mercado da empresa, análise de temas relacionados à realidade do negócio, lançamento de inovações significativas para um segmento) a disponibilização de porta-vozes para tratarem de temas que estão movimentando os cadernos de um portal.

O grande trunfo desse caminho é o de se tratar de uma estratégia que se baseia na relevância: ao ganhar espaço em um veículo importante para o seu segmento, empresas e startups ganham visibilidade com potenciais clientes, stakeholders e concorrência ao transmitirem uma mensagem de seriedade e confiabilidade para o mercado.

É importante frisar, por sua vez, que essa rota não é mais restrita apenas a empresas com orçamentos mais robustos de marketing. Atualmente, diferentes agências estão inovando em seus modelos de precificação e oferta de serviços através, por exemplo, da cobrança mediante a geração de resultados e com base no alcance/expressividade do veículo no qual a empresa conquistou espaço.

O equilíbrio entre mídia paga e mídia espontânea

Convém salientar ainda que não estamos falando de estratégias excludentes. Na verdade, um bom planejamento de comunicação e marketing envolve, justamente, um mix de ações que incluem tanto o trabalho com mídia espontânea (relações públicas, blogs, nutrição de conteúdo nos canais de relacionamento da empresa) quanto com mídia paga (anúncios, campanhas pagas nas redes sociais, publicidade em veículos).

O que desejo reforçar aqui, por fim, é que tal esforço de mídia espontânea não deve ser abandonado e que ele pode – a depender da criatividade, do entendimento sobre o tempo de trabalho necessário para a geração de resultados e da capacidade de inovação das agências para a construção de relacionamento com a imprensa – ser um diferencial que, além de se adequar a realidade de negócios com potencial mais enxuto de investimentos em comunicação, pode abrir portas e converter clientes que buscam na relevância um porto para construírem suas relações no mercado digital.  

Juliana Garcia é CEO da IDEIACOMM. Comunicóloga, jornalista por formação e apaixonada pelo trabalho de mídia espontânea. Atua há mais de 15 anos como Public Relations, sendo que, deste período, 10 anos à frente da IDEIACOMM, agência de conteúdo, social media e assessoria de imprensa para empresas de Tecnologia, Startups, Tributaristas e área jurídica.

Compartilhe este conteúdo

Talvez essas publicações também te interessem!

ÚLTIMOS CONTEÚDOS

Categorias

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS