Ensinamentos para o profissional da comunicação

Se o momento é de conscientização generalizada, o espaço para o aprendizado e evolução profissional também deve ser ponto de atenção aos que utilizam a comunicação como motor diário

Ensinamentos para o profissional da comunicação

Primeiramente, é importante enfatizar que a proposta desse artigo não é ensinar ou oferecer uma referência técnica sobre o nosso ramo. O título, em si, é uma analogia direta ao momento que vivemos. Ele sim, munido de uma complexidade ímpar, tem se mostrado um dos melhores professores que qualquer profissional da comunicação poderia escolher. A diferença é que, nesse caso, não possuímos qualquer tipo de poder de escolha. E infelizmente, a pandemia global de COVID-19 atingiu níveis elevados de calamidade pública, transformando a rotina da população como um todo, sem distinções.

Empresas têm adaptado seus métodos operacionais. Pessoas, seguindo a recomendação de distanciamento social, adotaram um estilo de vida recluso, como forma consciente de contribuir para o achatamento da curva de contágio. Aqui, os desafios também são numerosos, desinformação e ignorância são fatores que pesam contra qualquer resquício de responsabilidade em um país já fragilizado por anos de crise política e desigualdade social. Apesar de tudo, isso há de passar.

Inserido nesse contexto de coronavírus, somado à reconhecida instabilidade sociopolítica que tanto marcou o Brasil nos últimos anos, o profissional da comunicação não se exime da necessidade de mudar concepções quanto à visão que o conduz em sua função. Pensando nisso, preparei um artigo para explorar o tema. Acompanhe!

É possível unir convicção e empatia

Quem não tem suas próprias certezas e verdades absolutas? É difícil encontrar um ser humano no planeta que não goste de afirmar suas ideias com a segurança, às vezes ilusória, de que aquilo se trata de uma unanimidade. Isso se estende facilmente para o âmbito empresarial. É extremamente prazeroso perceber que se está em posse da tão desejada verdade e, de fato, a mesma deve ditar a filosofia de trabalho de profissionais comprometidos com noções básicas de ética.

É fundamental lembrar que convicção não anula empatia. Não se pode abdicar de um sentimento fundamentalmente humano, principalmente em tempos que uma abordagem sensibilizada com o semelhante é o mínimo que se espera de cada um de nós. O impacto de uma comunicação formulada através desses princípios é perceptível para a produtividade, engajamento e ainda mais importante, o bem-estar emocional dos profissionais.

Transparência é palavra-chave

Quando o cenário é delicado, eventualmente, uma das iniciativas mais comuns é a de encontrar meios de se evitar o choque direto, ou seja, dar voltas ao redor do assunto para que o impacto seja amenizado. Claro, existem métodos variados de se transmitir uma informação, mas um dos fatores que não deve mudar, sem dúvidas, é a transparência.

Como exigir que veículos jornalísticos trabalhem com preceitos de integridade e valores firmados com a verdade se nós, em nossa rotina de trabalho e relações interpessoais, abdicamos desse componente tão valioso em prol de uma falsa sensação de mãos lavadas? Como muitos dos diversos problemas que o país enfrenta, a autocrítica deve ser colocada em pauta e traz, aos profissionais da comunicação e à população como um todo, um espaço amplo para o crescimento humano e evolução profissional.

Afinal, o que está a nosso alcance?

Uma pandemia global e um inimigo invisível. Milhares de especialistas e cientistas buscam, a todo instante, soluções eficientes para frear a disseminação do coronavírus. Enquanto isso, governos aplicam medidas emergenciais. A magnitude do tema, por si só, denota uma sensação clara de distanciamento da realidade, afinal, como podemos afetá-la?

Se os últimos anos nos ensinaram alguma coisa, foi que a comunicação não deve ser subestimada. Ela movimenta setores, derruba governos, salva vidas e no quadro de COVID-19, surge como um suporte emocional e informacional sem quaisquer precedentes. Nós, enquanto peças inseridas nas engrenagens comunicacionais, temos o dever de garantir que o processo ocorra em prol da humanidade. Não se trata de romantismo ou otimismo infundado, mas de enxergar a realidade, e fazer algo a respeito.

Fabio Oliveira é Produtor de Conteúdo na IDEIACOMM.

 

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